Nossa história

Com o surgimento da epidemia HIV/AIDS no início dos anos 80, considerado um surto periódico e fortemente relacionado aos gays, força-se a conquistar incessantemente méritos e qualidades significativos na área científica em prol da causa. Esta década também foi, e continua sendo identificada por importantes ações preconizadas e asseguradas pelo Ministério da Saúde do Brasil, no contexto da assistência aos portadores do HIV e doentes de AIDS.

No decorrer dos anos foram implantadas diversas alternativas de assistência como: Hospital-Dia (HD), o Serviço de Assistência Especializada (SAE) e a Assistência Domiciliar Terapêutica (ADT), paralelamente medicamentos antirretrovirais (como, por exemplo, a primeira geração: “AZT”), possibilitando a concreta redução da mortalidade, entre outros.

Segundo João Silvério Trevisan, a Casa de Brenda "se tornou quase uma extensão do hospital Emílio Ribas e uma entidade fundamental para a rede estadual de saúde, no setor de Aids. ... O Brasil conseguiu montar uma rede de enfrentamento da Aids considerada modelar pela Organização Mundial de saúde. E isso se deveu, bem ou mal, à mobilização de homossexuais isolados ou em grupos de tendência GLS que lutaram, protestaram, ajudaram a organizar e puseram as mãos na massa".

Retomada em 2016

A casa de Apoio Brenda Lee, reabriu em Março de 2016, onde acolhe travestis e transexuais, portadores de HIV.

O espaço é reconhecido como uma ação história de enfrentamento ao vírus e ao preconceito contra pessoas positivas. Além de lembrar o nome de uma das maiores militantes travestis da história, Brenda Lee.

A Casa conta com quatro andares, seis quartos ocupados, sala de estar, de TV, cozinha, banheiro, recepção, laje com varanda e a capacidade de atender 25 usuárias. Para ser acolhida, a pessoa positiva precisa conversar com um assistente social ligado a casas de apoio ou ser encaminhada por algum serviço de saúde, que ajudará nos cuidados.

Além do acolhimento temporário, o espaço oferece desenvolvimento profissional, orientação legal e jurídica e apoio psicológico. Dentre as 15 pessoas que estão no espaço, algumas delas integraram ao projeto Transcidadania, em que têm a oportunidade de retomar os estudos. “Nós queremos que elas tenham autonomia, liberdade, sejam emancipadas, enfim, possam se sustentar e viver com segurança”, diz o diretor Thiago Aranha.

A OSC se mantém com incentivo recebido de uma parceria entre estado e município, o aluguel de um terreno que comprou para a construção de uma nova casa e as vendas de objetos doados ao brechó.